Voltar aos protocolos
Protocolo Operacional · CMDP

Linha de Cuidado · Arritmias

Acompanhamento de 12 meses para arritmias cardíacas (FA, flutter, TSV, TV, bradiarritmia) e portadores de dispositivos eletrônicos implantáveis (marcapasso, CDI, ressincronizador). Foco em qualidade de vida (AFEQT/ASTA-Br), prevenção de eventos críticos e adesão ao antiarrítmico/anticoagulação.

Duração12 meses · decisão manual
Subtipos8 (arritmias + DCEI)
Versãov1.1 · 2026-05-06
ConvênioAmil
Visão geral

O que esta linha faz

A Arritmias usa AFEQT para Fibrilação Atrial/Flutter e ASTA-Br para Taquicardia Supraventricular/Ventricular como instrumentos de qualidade de vida. A classificação combina escala mEHRA (intensidade dos sintomas) com critérios objetivos (FEVE ≤ 40%, TV sustentada, dispositivo implantado). O choque único do CDI aciona cardiologista no mesmo dia (não é emergência direta); choques múltiplos em 24h são emergência (PA/SAMU). FA + cumarínico dispara vínculo na linha Anticoagulante via aprovação humana.

AFEQT médio (FA)
≥ 70
Qualidade de vida
FA em ACO
≥ 95%
CHA₂DS₂-VASc ≥ 2
Ablação
≥ 30%
Dos indicados
Visitas PA
Tendência decrescente
Equipe envolvida

Quem faz o quê

ENEnfermeira · Captação D0 + Consultas AFEQT/ASTA-Br TETécnico(a) de Enfermagem · Tele mensal CACardiologista · SisAgenda EFEletrofisiologista · Ablação / dispositivos
Classificação de risco

Como o paciente é classificado

Risco combina escala mEHRA (I a IV — intensidade dos sintomas) com critérios objetivos. mEHRA é inferida pela IA na ligação a partir do impacto em atividades diárias.

Baixo risco
Perfil típico
Arritmia benigna controlada · mEHRA I–IIa · paciente assintomático ou sintomas leves.
  • Sem dispositivo
  • FEVE preservada
  • FA estável sob controle
Médio risco
Perfil típico
mEHRA IIb · FA com sintomas moderados · TSV recorrente.
  • Atividade normal afetada
  • Paciente "incomodado" com sintomas
Alto risco
Perfil típico
TV sustentada, FV, FA instável, FEVE ≤ 40% ou dispositivo implantado (CDI/CRT).
  • mEHRA III–IV (sintomas graves)
  • Cardiologista mensal estrito
  • Atenção redobrada a choques de CDI
Regra de ouro: sempre alocar no critério de maior complexidade (clínico OU escore). Piora do EHRA (de IIa para IIb) antecipa próxima consulta cardiológica. Queda de AFEQT/ASTA-Br ≥ 5 pts vs baseline aciona cardiologista em 7 dias.
Protocolo de periodicidade

Prazos por tipo de followup × classificação de risco

Tele mensal para todos. Cardiologista varia bastante: Baixo a cada 6 meses, Médio a cada 3 meses, Alto MENSAL ESTRITO (decisão CMDP — pacientes com TV sustentada, FA instável ou dispositivo precisam de acompanhamento médico próximo). Consultas de enfermagem com AFEQT/ASTA-Br em marcos fixos.

Tipo de followup Baixo Médio Alto
Captação D01 contato · Anamnese: tipo arritmia, dispositivo, ACO, EHRA · Igual para todos
Consulta enf baseline (D7 a D14)Entre D7 e D14 · Aplica AFEQT (se FA) ou ASTA-Br (se TSV/TV) + EVA · Igual para todos
Telemonitoramento mensal
30dias corridos
30dias corridos
30dias corridos
Consulta enf AFEQT/ASTA-Br (3m / 6m)2 marcos fixos · 3 meses e 6 meses · + reaplicação pós-ablação 3m se aplicável · Igual para todos
Consulta médica (cardiologista)
180dias · semestral2 consultas no ciclo
90dias · trimestral4 consultas no ciclo
30dias · mensal estrito12 consultas no ciclo
1
Captação D0 + Consulta D7-D14
Estrutura em duas etapas
A captação D0 confirma o tipo de arritmia (FA, flutter, TSV, TV, bradiarritmia), uso de antiarrítmico, anticoagulação e dispositivo implantado. A consulta de enfermagem baseline acontece entre 7 e 14 dias depois, com aplicação do AFEQT (FA/flutter) ou ASTA-Br (TSV/TV) e da Escala Visual Analógica (EVA).
2
Telemonitoramento mensal
30 dias · todos os riscos
O técnico liga todo mês para checar palpitações, sintomas, adesão ao antiarrítmico e anticoagulante. Em pacientes com Amiodarona, verifica se exames de TSH/T4/hepatograma estão em dia (a cada 6 meses). Em portadores de dispositivo, lembra da revisão semestral.
3
Cardiologista — Baixo
A cada 180 dias · semestral
Paciente BAIXO com arritmia benigna controlada (EHRA I-IIa) consulta o cardiologista 2 vezes no ciclo. Frequência suficiente para quadros estáveis sem dispositivo.
4
Cardiologista — Médio
A cada 90 dias · trimestral
Paciente MÉDIO (EHRA IIb, TSV recorrente) consulta 4 vezes no ciclo. Piora do EHRA dentro do ciclo aciona consulta antecipada (followup `reavaliacao_cardiologista_7d`).
5
Cardiologista — Alto (mensal estrito)
A cada 30 dias · 12 consultas/ano
Decisão CMDP: pacientes ALTO (TV sustentada, FA instável, FEVE ≤ 40%, portadores de CDI/CRT) consultam o cardiologista todo mês. Razão clínica: risco de morte súbita e necessidade de ajuste fino de antiarrítmico e checagem do dispositivo. Esse é o único grupo com cadência mensal de cardiologista entre todas as linhas.
6
AFEQT / ASTA-Br — marcos fixos
3m · 6m · pós-ablação 3m
A enfermeira reaplica o instrumento de qualidade de vida em 2 marcos fixos (3 e 6 meses) e 3 meses após ablação se o paciente fez o procedimento. Queda ≥ 5 pontos vs baseline é bandeira amarela crítica → cardiologista em 7 dias.
Protocolo CDI

Diferença crítica: choque único × tempestade elétrica

Essa distinção é uma das mais importantes da linha. Um choque único do CDI sem instabilidade hemodinâmica não é emergência médica — mas exige cardiologista no mesmo dia. Choques múltiplos em 24h são emergência — PA/SAMU imediato.

1
Choque único + estável
Bandeira vermelha operacional · NÃO é emergência direta
Paciente reporta 1 choque, está consciente, sem dor torácica, sem síncope. O sistema NÃO orienta PA/SAMU — agenda cardiologista no mesmo dia via SisAgenda. Registro estruturado obrigatório: data, hora, atividade no momento, sintomas associados, número de choques.
2
Choques múltiplos em 24h (tempestade)
Vermelha · emergência
≥ 2 choques do CDI em 24 horas = tempestade elétrica. O sistema orienta PA/SAMU 192 imediatamente e interrompe o roteiro. Reclassificação automática para ALTO.
Cross-linha

FA + cumarínico → vínculo na Anticoagulante

Paciente com Fibrilação Atrial ou Flutter em uso de Varfarina/Femprocumona dispara vínculo híbrido na linha Anticoagulante — diferente da Valvopatias (que é crítico 24h), aqui o fluxo permite avaliação clínica antes de criar o vínculo automaticamente, porque o paciente pode ter trocado para DOAC sem informar.

i
Fluxo híbrido com aprovação humana
Por que não é automático
1. IA detecta FA/flutter + cumarínico em uso. 2. Sistema cria alerta vincular_em_anticoagulante com severidade alta. 3. Enfermeiro ou gestor confirma que o paciente realmente está em uso atual do cumarínico (não trocou para DOAC, não suspendeu). 4. Após aprovação, sistema cria paciente_linha na Anticoagulante com origem `cross_linha_arritmias`. 5. Ciclos rodam em paralelo.
Sinais de alerta

Bandeiras vermelhas — emergência

Estas 5 bandeiras fazem a IA interromper o roteiro e orientar PA/SAMU diretamente ao paciente:

!
Palpitação + síncope
Arritmia maligna · PA/SAMU imediato
!
Choques múltiplos do CDI (24h)
Tempestade elétrica · PA/SAMU 192
!
TV sustentada + instabilidade
Instabilidade hemodinâmica · PA/SAMU
!
FA rápida + instabilidade
PA/SAMU 192 · controle de FC urgente
!
Palpitação + dor torácica
Possível síndrome coronária · PA imediato
CMDP não atende emergência. Não interrupção do antiarrítmico sem médico, sob risco de proarritmia. Em uso de Amiodarona, exames TSH/T4/hepatograma a cada 6 meses são obrigatórios — alerta amarelo dispara se vencer.
Encerramento

Como o paciente sai da linha

alta_estabilidadeEstável ≥ 6m, AFEQT ≥ 70 sustentado, sem eventos críticos
alta_medica_definitivaCardiologista decide alta
continuar_mais_12mRenovação por novo ciclo
transferir_outra_linhaMigrar para Pós-AVC, IC ou Anticoagulante
obitoÓbito confirmado
perda_seguimento3 teles/consultas/mensagens consecutivos não atendidos